Para namorar minha filha adolescente

MANDA AQUELA MENSAGEM DIRETA SEM ENROLAR! A VERDADE DÓI

2020.06.05 06:21 joaopro777 MANDA AQUELA MENSAGEM DIRETA SEM ENROLAR! A VERDADE DÓI

Já postei algo aqui e acabei voltando... as coisas surgem e desaparecem e nem percebemos o que estamos nos tornando. Se você não tirar três minutos para ler esse texto vaza agora porque vai ficar estranho...
Tudo começou quando tinha dezessete pra dezoito, já namorava aquela mina desde o tempo de escola e acabei descobrindo uma traição meio nada haver mas sempre confiei na minha intuição, perdoei, voltamos, terminamos, voltamos, enfim, aquele lopping infinito que adolescentes passam e só entendem quando são adultos, calma você que ler entenderá tudo...
Na época eu tinha dezoito anos, descobrindo que pra eu ser alguém eu tinha que levantar e caminhar com minhas próprias pernas, sempre será ralado pra todos aqueles que não tem empurrão da família, comecei a trabalhar na empresa onde o pai da minha namorada (a mesma da traição) supervisionava. Afinidade com os pais a mil, já que faziam anos de namoro, eu era o genro perfeito, futuro papai e traria felicidade pra todos.. tentei dar o meu melhor na época eu lembro que nunca reclamava nem quando ia de bicicleta pra escola aos quinze anos, nem quando a corrente caia, nem quando tive que juntar pra comprar meu primeiro carro aos vinte e dois anos, enfim. Depois de descobrir essa traição e por ela ser meu primeiro amor algo se transformou em mim, de amor à ficção de relacionamentos, comecei a entender o real sentido do amor e antes que termine o texto já aviso, ele não existe, sinto muito mas é real.
Lembro de ter batalhado pelo primeiro concurso que passei, da primeira facul que fiz e entrei, lembro de ter ela ali ao meu lado sempre me perdoando já que eu não era a mesma pessoa depois que descobri a traição, comecei a fazer tudo ao contrário e cheguei até namorar outra menina na época que era a melhor amiga dela... tudo começa a ficar interessante quando eu decido reatar mesmo nunca tendo perdoado aquele ocorrido, mesmo sabendo do perigo que haveria se acontecesse de novo, sempre fiquei com a pulga atrás da orelha, mulheres são muito previsíveis e a intuição de alguém atentado capta tudo com uma mente brilhante... seguindo esse percurso já me vi pai de uma menina com “the love of my live” mas uma filha não era suficiente para eu sentir o perdão na alma, eu amava cada dia que passava e via minha filha crescer porque até hoje todo amor pra ela, mas na época lembro que aquilo não me deixava focado no relacionamento e o que qualquer idiota estúpido faz quando se está magoado?! Mais merda, comecei a sair e não voltar pra dormir em casa, fiquei com tantas quanto consegui, vivi o submundo das drogas e me adentrei fundo em uma realidade que divergia profundamente em quem eu era na adolescência..
Não obstante a ser diferente acreditava que nunca mais seria feliz novamente, não por causa da traição eu nem lembrava mas tão forte desse fato, o que doía era saber que estava com alguém que foi capaz de fazer aquilo quando dei todo o amor que tinha em meu peito, veio o segundo filho e nesse meio tempo só pensava em trabalhar para manter tudo em ordem, larguei a faculdade, pedi exoneração de um concurso público, vendi um transporte e abri minha primeira empresa, afinal eu era o homem da casa e você não pensa em desistir quando se tem filhos e obrigações, lembro que nesse tempo estava tão focado que todos os problemas ficaram pequenos, consegui trocar de carro duas vezes no mesmo ano, era dois mil e dezoito e realizei o desejo que sempre tive de viajar de avião, gastei o dinheiro que ganhava na empresa, me capacitando cada vez mais, investindo em conhecimento e então veio o primeiro boom quando tudo estava “encaminhado”, percebi que tudo era uma ilusão, minha mulher já não estava mais ali comigo, eu estava sozinho mantendo uma empresa que já quase completando seu primeiro ano não iria bem, fiquei tão atarefado na época que trabalhava dezesseis horas por dia e quando chegava em casa era o pior marido do mundo, não por escolha mas chegar cansado do trabalho que você já não aguentava mais e ouvir reclamações da sua esposa enquanto tenta dar o seu melhor o tempo todo dói na alma.
O silêncio era minha resposta, voltei ao submundo das drogas, dessa vez com coisas mais pesadas, (edit: entenda como quiser mas nunca ultrapassei o limite tanto em minha vida) vivi o período do ano com o pensamento na cabeça que estava vivendo em uma matrix e não importava as escolhas que fizesse sempre seria uma ilusão pensar que as coisas se e encaixariam já que quando dei todo o meu amor, fui traído, mesmo sendo adolescente isso marcou e essa dor ecoou até o ponto de terminamos, o que tudo indica permanentemente, na mesma época, fui diagnosticado com Bipolaridade por um Pseudo psiquiatra com somente dez minutos de conversa, minha família inteira me olhou com aquele olhar de pena, pra completar, acabei sendo julgado por ter pedido exoneração do Concurso público, ter desistido da faculdade e ter quebrado a empresa, sinto que eu trouxe essa realidade pra mim de uma forma que não sei explicar, como se não tivesse escolha (think the outside box) as coisas iam acontecendo muito rápido..
Hoje, dois filhos, ela, já está com outro, eu, pago pensão e tive que me desfazer de tudo, de cada centavo e me restou dívidas financeiras, restou os olhares de julgamento da minha família por não entender nada e apontarem o dedo pra mim como Bipolar e depressivo. Carrego culpa e convicções que me tornaram a ser quem eu sou hoje.
Consigo enxergar com clareza que existe uma linha tênue entre a realidade e a ficção de ser feliz e triste, de ter sucesso na vida ou ser fracassado. Mas aos vinte e cinco anos (faço vinte e seis dia treze desse mês) minha maior convicção é a minha dor, ela é meu navio e minha bússola é meu desejo de ser “o cara” novamente no futuro, com novas metas e novas conquistas pra alcançar... hoje estou com o “freio de mão puxado” mas quando fecho os olhos consigo sentir até o cheiro do meu próximo carro, da minha casa na praia, mas quando abro os olhos a realidade dói porque surge um pensamento e um questionamento: será que sempre tive tudo e meu dom era reclamar do que já tinha ou será que tudo o que deixei pra traz foi necessário para encontrar alguém que no momento certo e na minha melhor fase fará toda a diferença?
Penso, logo existo. (Amo filosofia)
O que vocês acharam? Fariam do mesmo jeito? Alguém já passou por algo parecido? Escrevam o que quiserem mas não aceito ouvir nada além da verdade das suas almas. Perdoem os erros e a falta de clareza, afinal estou deitado na minha cama e pensando várias coisas ao mesmo tempo enquanto escrevo.
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2020.05.29 09:19 the-lovelyqueen meu aniversário me fez refletir.

bom, ontem foi meu aniversário. 23 anos. parece estranho. não tenho certeza do motivo. acho que porque eu sempre tive dificuldades em me imaginar mais velha. ou talvez porque filmes e series mentiram para nós quando erámos crianças, sobre como seria nossa adolecencia e a faculdade. maldita Disney. maldita sessão da tarde. malditas comédias românticas que tanto amo.
eu só comecei a sair e ir a festas há alguns anos. e só realmente comecei, no ano passado. (filha única, pais super protetores (que nunca se achavam super protetores))
eu nunca tive um namorado. nunca foi um objetivo, eu nunca realmente procurei por um (até o ano passado, quando eu comecei a me abrir). cheguei perto de quase namorar ano passado (2019, foi um ano de autoconhecimento, muita coisa aconteceu), ele era fofo, adorável. mas não éramos tão compatíveis, por isso não deu certo (espero que ele encontre uma garota que seja boa para ele).
e porque eu nunca tive um namorado, eu nunca transei. pois é, eu tenho 23 anos e sou virgem. normalmente, eu não me importo com isso, não saio espalhando aos quatro ventos, mas se me perguntarem não tenho problema ou vergonha em dizer. não é como se eu tivesse me guardando para o casamento ou algo do tipo. não, eu só gostaria que fosse com alguém que eu confio, goste (talvez até ame) e que me faça sentir confortável.
mas, mesmo nunca tendo transado, eu me masturbo. e eu gosto. é gostoso me tocar, conhecer meu próprio corpo. é empoderador de uma forma intima. eu comecei há alguns anos, quando eu ainda era adolescente e lia fanfics hahaha nunca disse isso a ninguém, agora é o nosso segredo.
as vezes, parece que eu comecei a viver a minha vida um pouco tarde. e agora, quando eu finalmente comecei BOOM! CORONAVIRUS! PANDEMIA! DISTANCIAMENTO SOCIAL! eu não piso na calçada de casa há 75 dias (moro com meus pais, quando precisamos de algo ou meu pai sai ou pedimos delivery (sou extremamente grata a todos que trabalham com entrega)).
tudo estava indo muito bem para mim. eu estava feliz, ou pelo menos bem próximo de conseguir. e eu juro nos primeiros minutos do dia primeiro de janeiros, eu podia jurar que 2020 seria o meu ano. uma das minhas amigas próximas chegou a me dizer isso, aleatoriamente em algum momento de janeiro ou fevereiro: 2020 vai ser o seu ano. eu nunca disse a ela como me senti enquanto assistia a queima de fogos na virada do ano.
eu deveria me formar esse ano, no final dele. mas desde dezembro eu nem ao menos me importo em abrir o arquivo do meu TCC no drive. eu sei. eu deveria fazer algo, mas não consigo. sem formatura para mim em 2020.
que porra eu to fazendo com a minha vida? eu estou indo mal? ou só sinto falta de uma aglomeração?
eu falei demais, desculpa. o objetivo não era nem esse, eu só queria dizer que hoje eu me senti amada, pela minha família e amigos, mesmo eles estando distantes. não é algo que eu sinta muito, mais por culpa minha. foi bom. mas mesmo assim eu terminei aqui abrindo meu coração. e agora eu pergunto: você também sente alguma dessas coisas loucas?
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2018.11.07 00:52 RandomGuy180918 O padrão de qualidade de uma família brasileira típica.

Sou um adolescente,recentemente namorei uma garota,tudo ia bem no inicio,mas com o tempo essa garota demonstrou comportamentos estranhos e ela me disse que não poderiamos namorar por proibição do pai dela. Eu fiquei triste inicialmente mas decidi fazer uma ultima coisa antes de seguir em frente,falar com a mãe que aparentou gostar de mim para a mãe nos apoiar e falar com o pai dela. Eu fui até a casa dela e eu fui recebido com hostilidade pela garota,ja a mãe me recebeu bem conversou comigo e me disse que não haveria possibilidade de eu ficar com a garota por conta do pai,e a garota me tratou feito um lixo aquele dia e me pediu pra não ver ela. Eu segui em frente,mas me chegou a informação de que ela estava ficando com pessoas a torto e a direita dentro do ambiente escolar,não só isso mas ela ficou com outras pessoas durante o tempo de namoro antes do pai proibir. Eu decidi ir falar com a mãe sobre isso,a mãe disse que não via problema ela ficar com pessoas a torto e a direita,dizendo que é coisa de adolescente,não viu problema na traição e disse que a filha não estava namorando então não tinha problema,e eu perguntei na lata se ela gostava de ter uma filha com reputação de puta,ela me disse que reputação não existe que as pessoas pensam e falam oque quiserem,me expulsou de la e me ameaçou de me espancar junto de alguns rapazes caso eu passe naquela rua novamente. Eu estou feliz em ter me livrado de tamanha toxicidade da minha vida,é engraçado que namorar sério é proibido por essa mãe,mas deixar pessoas passarem a mão na filha e usarem ela da maneira que vejo não é grande coisa e é só uma fase normal da adolescência. Agora ela é má falada,os garotos se vangloriam de que "pegaram" ela e em resumo ela se categoriza como uma puta. Eu me recuso a aceitar isso como normal e essa mãe é uma falha completa em seu papel materno,considerando a educação que deu a sua filha,além de sua outra filha que engravidou aos 15-16 anos e aos 21 anos já possui 2 filhas com homens diferentes. Estou feliz de ter me livrado dessas pessoas toxicas sem valores morais da minha vida,seria esse o tão chamado padrão familiar brasileiro?espero que não.
Acho interessante criar esse post para as pessoas saberem que familias desse tipo existem,nenhum fato foi alterado dentro do post para me fazer parecer o mocinho da história,pelo contrário eu ter ido tirar satisfação e xingar a garota de puta na frente da mãe foi um comportamento tóxico,mas que vi necessário para não viver com essa raiva dentro de mim,tudo isso ocorreu no estado de SP caso seja de alguma relevância esse dado.
A proibição do namoro é um fato e não uma mentira,logo que tenho como confirmar isso,apenas acho bizarro ela não poder namorar sério por ser nova,mas deixar passarem a mão nela e ficar com vários rapazes diferentes não ser errado.
TL:DR Uma mãe e um pai proibem um namoro,mas tem como normal a filha estar passando de mão em mão em seu ambiente escolar,além de verem como normal ela ficar com múltiplas pessoas durante um namoro,esses mesmos pais possuem uma filha de 21 anos que engravidou com 15-16.Eliminei essas pessoas tóxicas da minha vida e estou seguindo em frente.
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2018.05.09 02:57 porco-espinho A menina que mudou minha vida. (E ela provavelmente nem sabe disso)

Tô meio reflexivo nos últimos dias e também estou tentando melhorar minha escrita, então juntando o útil ao agradável, está saindo esse desabafo.
Antes queria falar sobre o que eu acho de mim mesmo, pra dar algum contexto. Acho que minha melhor qualidade é a falta de orgulho, e o fato que sou muito egoísta, sempre me coloco a frente de qualquer outra coisa ou pessoa. Juntando os dois eu acabo sendo alguém que sempre está do lado do time que está ganhando. Mudo de posicionamento e de opiniões como se fosse cueca, muitos me acham hipócrita, provavelmente estão certos. Também sou bom em influenciar pessoas, sempre consigo que as pessoas a minha volta, tenham as ideias que eu acho certas.
Com o contexto criado, vamos à história, tudo começou quando entrei no colegial. Eu odiava escola, sempre fui aquele aluno mediano, mas puxado pra zuera, não estava na lista dos três piores alunos da sala, mas meus pais tiveram que ir na escola algumas vezes. Desde o fundamental eu carreguei comigo um amor pela matemática, era minha matéria preferida, sempre ia bem nela (em física também), mas em todas as outras eu era uma aberração, sempre mendigando arredondamentos pra somar a nota mínima e passar de ano, recuperações e provas substitutivas eram parte do meu cotidiano.
A escola que eu estudava era grande, tinham várias turmas do mesmo ano, é era comum as turmas se comunicarem pra trocar trabalhos e tarefas. Em uma dessas, no meu segundo ano, acabei pegando o MSN da Luiza (nome fictício), uma garota de outra turma que tinha pego o mesmo tema que eu. Adicionei é fui pedir o trabalho para copiar, ela foi muito educada comigo mas negou, não me passou, nem deu uma desculpa, só falou que não ia passar e mudou de assunto. Fiquei meio perdido, não esperava aquilo, já tinha feito várias vezes e sempre conseguia no final, mas ela foi diferente, me deu várias dicas de como fazer o trabalho, mas não me deu ele pronto. Acabei tendo que fazer, não entregar ele significava que eu não teria mais chance alguma de passar direto naquela matéria.Depois disso, passei a conversar com Luiza frequentemente, as vezes na escola mesmo, mas normalmente pelo MSN, ela sempre me ajudava com algumas tarefas do gênero.
Nesse ponto eu preciso falar mais sobre Luiza, ela sem dúvidas estava no top3 das meninas mais bonitas do meu ano, mas ela namorava um cara do terceiro ano. Ela era a menina super dedicada, filha de um casal de professores, ela era a detentora do melhor boletim do ano, era a garota que todos os professores amavam. Totalmente certinha e perfeitinha é a melhor definição que tenho pra ela nesse momento. O tempo foi passando, e mantive esse contato com ela, aliás ela sempre me ajudava, quando eu realmente precisava fazer algum trabalho.
Românticamente meu segundo ano foi bem legal até, tive alguns rolinhos característicos dessa idade, mas nada sério, só ia levando. A coisa melhora logo depois que acaba o ano letivo. O terceiro ano vai fazer a tradicional viagem de formatura e o namorado de Luiza decide que queria aproveitar solteiro. No momento não passou nada pela minha cabeça, só segui minha vida e segui conversando com ela, mas agora as vezes as conversas se alongavam por horas e começaram a ficar mais frequentes.
Quando começou o terceiro ano eu tinha certeza, precisava me aproximar mais dela, era mina única chance. Mas eu não sabia como ela poderia se interessar por mim, eu era só o garoto que tinha problema com as notas, bom em matemática e viciado em jogos de PC e ela era perfeita.
Não tenho muito o que comentar nesse ponto, as coisas foram seguindo naturalmente, até que um dia, aconteceu e tentei beijar ela. Para minha surpresa, fui correspondido, e a Luiza me beijou de volta, foi o início do nosso namoro. Foi uma época mágica, eu realmente fiquei apaixonado por ela e me sentia correspondido. Ela melhorou minha vida em todos os aspectos, meu comportamento, minhas notas, minhas atitudes, minha responsabilidade, tudo influenciado por ela, eu já tinha mudado muito, mas ela ainda ia mudar muito mais em mim.
Mas com isso também vi o outro lado dela, o que antes eu achava uma menina brilhante, agora eu via uma menina dedicada. Ela não tinha facilidade nas matérias, mas sim estudava por incontáveis horas na sua casa, pra manter o nível de excelência. Realmente, não acho que nesses últimos 10 anos eu conheci outra pessoa tão dedicada quanto ela. Outro ponto importante é que é ela era muito sonhadora, com 17 anos ela já tinha a vida dela inteira programada, quando ia casar, quando ia ter um filho, quando ia trocar de emprego, realmente tudo, e eu estava inserido nesse sonho dela, mas eu via que claramente ela conseguiria fazer tudo aquilo sozinha.
Tivemos um ano incrível, terminamos o colegial juntos, tive notas de um aluno normal (e não de um idiota) até nossas famílias já se conheciam e se "gostavam", mas como todo recém formado, entramos pra faculdade. Eu fui fazer computação em uma faculdade da cidade e ela passou em um curso tradicional de humanas em uma faculdade na cidade vizinha. Como todo adolescente idiota eu conheci o mundo das festas da faculdade, primeiro semestre e eu estava sempre tentando ir pra festa, ela também entrou na onda, curtimos muito nos primeiros meses das nossas faculdades.
Só que eu precisava de mais, eu queria curtir aquilo ao máximo e nesse ponto Luiza passou a ser um problema pra mim. Não demorou muito pra tomar a decisão que eu precisava estar solteiro pra curtir aquilo ao máximo. Passei a colocar na cabeça dela que precisávamos terminar, pouco tempo depois tivemos o fatídico dia em que "juntos" chegamos a conclusão que seria melhor para os dois se terminamos. Mas a realidade é que eu já tinha todas as falas e todos os cenários programados na minha cabeça, só precisei fazer ela dizer as palavras, foi fácil eu conhecia ela muito bem.
Nesse momento eu sabia o que tinha feito e sabia que tinha trocado uma vida perfeita, com a menina perfeita e precisava fazer aquilo valer a pena, não importava o preço disso. Foi minha segunda era de ouro, eu curti muito, zuei muito, bebi muito, me droguei muito e segui a vida cheia de exageros. Sempre com o pensamento de que eu troquei a Luiza por aquilo, então eu precisava fazer valer a pena. Meus pais não são ricos, então pra sustentar meu estilo de vida, logo consegui um estágio em programação.
No estágio logo eu vi uma oportunidade pra ser efetivado, mas eu estava concorrendo com outros cinco estagiários, todos em anos mais avançados do que eu na faculdade. Nesse ponto o pensamento de Luiza sempre me voltava, eu precisava da vaga, pra provar pra mim mesmo que eu tinha feito a decisão certa. Em três meses de estágio fui efetivado, depois de muito estudar por conta é trabalhar praticamente o dobro do que era necessário. Levei muito a sério a ideia de Play Hard, Work Hard, essa era minha vida agora.
A história se repetiu mais algumas vezes, e tive uns ascensão bem grande em um curto tempo, tudo graças a Luiza. Nesse ponto ela passou a ser um ideal de vida pra mim, apesar de nunca mais ter tido muito contato com ela, era a lembrança de ter deixado ela, que me motivava à ir pra frente e pra cima. Eu queria provar pra mim mesmo que tinha feito a escolha certa.
Hoje já se passaram quase 10 anos desde que começamos a namorar, e vejo o quanto aquela menina me mudou e o quanto eu ainda colho frutos disso. Tive outros relacionamentos no caminho, mas nunca foram metade do que eu tive com aquela menina que não me ajudou com o trabalho de Geografia. Fui muito mais longe do que qualquer pessoa poderia imaginar, todo mundo sempre achou que eu tinha um dom ou algo especial, mas era bem mais complexo do que isso. Tenho hoje um salário maior do que um governador e participação em três empresas. Hoje Luiza já não é minha fonte de inspiração, mas sempre que dizer o quão importante ela foi na criação de tudo isso, na minha criação.
Desculpa, ficou muito longo, se alguém leu até aqui, obrigado mesmo! Digitei no celular então vou ainda dar uma re-lida e possívelmente editar alguns erros, mas todo e qualquer feedback será muito bem aceito.
Espero que você esteja feliz Luiza. Te desejo tudo de melhor, você é incrível.
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2017.08.09 14:53 piolhofedido Minha mãe morreu e me sinto aliviado

Por favor, Não me interpretem mal.
Minha mãe tinha transtornos mentais graves, mas nunca buscou tratamento. Por boa parte da minha vida adulta, tentei convencê-la (e também a meu pai) sobre o fato de ela precisar de tratamento, mas sempre acabava rechaçado devido ao preconceito.
Se me perguntarem sobre de quais transtornos minha mãe exatamente sofria, serei incapaz de responder, uma vez que ela nunca se tratou. Sei apenas que ela era tremendamente depressiva, paranoica e, por vezes, "via" coisas (esquizofrenia? talvez). Ela provavelmente tinha TOC, pois manifestava diversos "rituais" repetitivos para fazer coisas simples (como trancar e destrancar as portas da casa repetidamente para ter certeza de ter deixado tudo bem fechado).
Para não dizer que a danada não se tratava, ela ia ao neurologista, e este profissional dava a ela medicamentos para ansiedade (ela tomava "Frontal"). Ela ia ao neuro, pois dizia que não conseguia dormir... e nunca a um psiquiatra, pois para ela esse havia o estigma do "médico de loucos" (e ela não era "louca").
Sou filho único, e minha família se resumia a eu e meus pais. Os nossos parentes mais próximos vivem a mais de 500 Km, pois meus pais intencionalmente se isolaram do resto da família. Na verdade, eles se isolaram do mundo todo: a casa onde meu pai hoje vive sozinho mais parece uma prisão. Ele chegou ao extremo de, atendendo a pedidos dela, cobrir todo o quintal com tela de "sombrite" para evitar que os vizinhos vissem claramente o que se passava lá dentro. Desnecessário dizer, a casa se tornou um lugar muito sombrio.
Minha infância foi até tranquila, mas minha adolescência foi um verdadeiro inferno. Como minha mãe tinha medo até da própria sombra, minha vida se resumia a ir de casa para escola e da escola para casa. Eu não podia, por exemplo, fazer trabalhos em grupo com meus colegas de escola. Explicando: eu era bolsista em uma escola particular, e meus colegas tinham um nível social bem acima do nosso. Minha mãe tinha verdadeiro pavor de eu ser (acreditem) assassinado por meus amigos. Ela costumava dizer que "esses riquinhos matam os outros e tudo fica por isso mesmo".
Ela assistia a todos os programas policiais possíveis e inimagináveis, daqueles que mostravam "sangue e tripas". Para ela, o mundo fora da nossa casa era um ambiente claramente hostil e perigoso. Ela tentava me convencer a não ter amigos (afinal, para ela, todas as pessoas "de fora" eram muito, muito más).
Certa vez, uma vizinha me viu com mais dois amigos de escola entrando em uma loja para comprar materiais para um trabalho escolar. Inocentemente, a mulher relatou que nós "parecíamos homenzinhos" (eu deveria ter uns 12 anos). Minha mãe sorriu e depois, quando a mulher saiu, fui castigado (não fisicamente, mas psicologicamente).
Ela me torturava psicologicamente. Por muitas vezes gritava comigo, dizendo que deveria ter me abortado, pois tudo na vida dela tinha azedado depois do meu nascimento. Era muito estranho: ela demonstrava amor e preocupação comigo, mas tinha ressentimentos pelo fato de eu existir.
Com toda essa pressão (e com meu pai ignorando sistematicamente a todos os meus apelos por ajuda), fui crescendo e me tornando um cara bastante estranho (pelo menos aos olhos dos outros). Me tornei uma pessoa extremamente tímida e introvertida, e criei meu próprio mundo baseado na leitura (não enlouqueci por causa dos livros e dos gibis).
Agora vem uma parte interessante: como um adolescente como eu poderia ter uma namorada se a mãe simplesmente não me permitia nem manter uma amizade? Fui perder o BV com 19 anos de idade. Comecei a namorar aos 20, e a pobre garota foi por varias vezes tremendamente humilhada por minha mãe até o ponto de não suportar mais ficar comigo. Minha mãe era neta de estrangeiros, e constantemente xingava e fazia comentários depreciativos sobre a pobre guria na língua dos meus bisavós julgando não ser compreendida.
Todas as garotas de quem eu me aproximei tiveram o mesmo azar, isso até eu conhecer minha esposa, nos meus hoje longínquos 26 anos. Minha mãe fez com ela o mesmo que fez com as anteriores, e até pior (chegou ao cumulo de queimar presentes que minha esposa -- então namorada -- me dava).
Além disso, minha esposa tinha uma filha de outro relacionamento, e isso para minha mãe era simplesmente o fim. Disse que eu era um imbecil por estar disposto a criar "filho dos outros". Como é natural, não suportei e saí de casa (confesso que demorei). Fiquei um bom tempo sem nem falar com minha mãe, pois o dialogo era francamente impossível. Voltamos a conviver apenas quando minha filha nasceu, mas logo precisamos nos afastar novamente: entre outras esquisitices, ela insistia que "dar leite do peito fazia mal", pois minha esposa era magra e seu leite deveria ser "uma água". Quando explicamos que o leite materno era essencial para o desenvolvimento, ela simplesmente disse que iria entrar "na justiça" para tomar a guarda da neta.
Além disso, ela fazia muita diferença entre minha filha e minha enteada, e isso para nós era simplesmente insuportável. Minha filha ganhava dois, três presentes de dia das crianças... e minha enteada não ganhava nem um mísero aperto de mão.
Desta forma, vivemos os últimos anos afastados de minha mãe. Minha esposa, por exemplo, não falava com ela desde 2011 (bem entendido, não foi só pela história do leite).
Minha mãe morreu repentinamente há alguns meses. Não fiquei feliz com sua morte, mas de certa forma, me senti aliviado. Percebi, por exemplo, que meu pai está mudando para melhor a cada dia mais. Conviver com uma pessoa como ela era muito difícil para ele também, mesmo considerando que ele tinha uma certa parcela de culpa pelo fato de nunca tê-la arrastado para um tratamento psiquiátrico.
Sinto que a vida de minha mãe foi desperdiçada. Ela poderia ter aproveitado a vida, poderia ter feito amizades, viajado, amado e se divertido... mas a pobre mulher preferiu se fechar, se isolar...
Obrigado por lerem meu desabafo.
EDIT: Complementei alguns pontos da história que ficaram nebulosos, e fiz as correções ortográficas.
TL/DR: minha mãe tinha problemas psiquiátricos não tratados que tornavam a convivência impossível. Ela faleceu há alguns meses, e subitamente nossa vida em família só melhorou.
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